Cultural EMERJ

Homenageada | Autor(es): Sílvia Celeste Souza Monte, analista judiciária de nível superior, em nome do Desembargador José Carlos Murta Ribeiro, Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. | Categoria: Tribunal | Cidade: Rio de Janeiro - RJ

Prêmio Innovare - Edição IV - 2007

Descrição resumida

Desde 2001, o Tribunal de Justiça e a Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, por intermédio do Cultural EMERJ, oferecem projeto de arte e cultura em caráter de extensão à formação do magistrado e aberto à sociedade como um todo. O Cultural EMERJ destina-se a promover uma programação que estimule o aperfeiçoamento da formação humanística da magistratura por intermédio de ações artísticas e culturais; que fortaleça o diálogo entre o pensamento jurídico e as diversas áreas do saber e da arte; que reúna operadores do Direito e integrantes de diversos segmentos da sociedade; que possa contribuir para a construção de um Judiciário mais próximo da sociedade, operando de forma a destruir estigmas, preconceitos e medos em relação ao Poder Judiciário ao possibilitar a convivência de seus membros e outros representantes da sociedade num ambiente democrático e igualitário. A programação oferecida pelo Cultural EMERJ de forma regular, sistemática e gratuita, tanto ao público interno – magistrados, professores, alunos, funcionários e familiares -, quanto ao público em geral, privilegia o conhecimento e a arte como condições essenciais à formação do cidadão, no estímulo de valores de tolerância, respeito e compreensão da sociedade. A programação do Cultural EMERJ é desenvolvida anualmente em agendas periódicas: Outono (de março a maio); Inverno (de junho a agosto) e Primavera (de setembro a dezembro). As áreas de atuação são desenvolvidas em subprojetos: FÓRUM CULTURAL: CURSOS LIVRES, TRIBUNA LIVRE – ciclos de conferências, debates e/ou leituras dramatizadas – LIVRO ABERTO – encontros literários; TRIBUNAS DE ARTES: – apresentação de eventos artísticos – recitais de música popular e clássica, peças de teatro e projeções de filmes seguidos de debate; TEATRO NA JUSTIÇA – projeto de artes cênicas, que se propõe a refletir, por meio do jogo cênico, valores de Justiça. Realiza, desde 1999, espetáculos inéditos para serem apresentados, sob forma de leitura dramatizada. A partir de 2001 os espetáculos do Teatro na Justiça passaram a ser produzidos pelo Cultural EMERJ.

Há quanto tempo a prática está em funcionamento?

Há sete anos e meio, desde março de 2001. Implementado e desenvolvido originariamente na administracão do Presidente desembargador Marcos Faver (2001-2002) e na gestão do desembargador Sergio Cavalieri Filho à frente da diretoria-geral da EMERJ (2001-2004), e tendo continuidade dos trabalhos nas sucessivas administrações do TJERJ e da EMERJ, desembargador Miguel Pachá (2003-2004), desembargador Sergio Cavalieri Filho (2005-2006), desembargador José Carlos Murta Ribeiro (2007-2008) e na EMERJ com o diretor-geral desembargador Paulo Roberto Leite Ventura (2005-2008), o Cultural EMERJ vem se firmando dentro do TJERJ e da sociedade como um projeto cultural de relevância que oferece à magistratura do Estado do Rio de Janeiro e à comunidade em geral programação gratuita de qualidade, que prioriza a educação, a arte e a cultura como fontes de discernimento e de valores éticos.

Qual a principal inovação da sua prática?

A experiência que o Cultural EMERJ vem desenvolvendo no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em sua Escola da Magistratura, é pioneira no Judiciário brasileiro. O Cultural EMERJ é um setor permanente do organograma do TJERJ, e sua ação não se limita ao agendamento de atrações culturais no espaço físico do fórum. Mais do que isso, esse projeto engloba a cadeia completa da produção de bens culturais, envolvendo a concepção, a realização, a divulgação e a apresentação de espetáculos, exposições, cursos e outros eventos exclusivos, além de publicações. Uma significante parcela do que de melhor existe na produção artística e científica do nosso país tem participado da programação do Cultural EMERJ, numa diversidade de temas e abordagens, que corroboram a idéia de que quanto maior for a transdisciplinaridade da formação mais abrangente será o conhecimento.

Explique o processo de implementação da prática

O Cultural EMERJ foi idealizado e apresentado à Diretoria da Escola da Magistratura do Rio de Janeiro em 2001, pela funcionária do TJERJ Sílvia Monte. O projeto foi aceito em caráter de experiência por um ano. A verba inicial para que o projeto pudesse ser executado foi gerida pela própria EMERJ, mas a partir do segundo semestre do primeiro ano, o Cultural EMERJ firmou parceria com o Banco do Brasil, que patrocinou o projeto até meados de 2003, e desde então a presidência do TJERJ começou a gerir a verba para a continuidade da prática. A programação do Cultural EMERJ é desenvolvida anualmente em agendas periódicas: Outono (de março a maio); Inverno (de junho a agosto) e Primavera (de setembro a dezembro). As áreas de atuação são desenvolvidas em programas que se agrupam pela forma como apresentam e destacam os conteúdos selecionados: 1. FÓRUM CULTURAL Possibilita o encontro de várias áreas do conhecimento humanístico e artístico, desenvolvido por intermédio dos programas: Curso Livre, Tribuna Livre e Livro Aberto. 1.1. CURSO LIVRE Em breve formato sobre temas de interesse artístico e cultural ministrados por professores convidados. Cada curso é composto por quatro aulas de duas horas semanais, totalizando ao mês oito horas. 1. 2. LIVRO ABERTO Ciclo anual composto de encontros com autores da literatura brasileira contemporânea. Após a realização de entrevista com o escritor homenageado é apresentada a encenação de um conto ou de fragmento da obra. Realizado em parceria com o Curso de Direção Teatral da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ), responsável pela direção das leituras. Acontece em quatro encontros. 1.3. TRIBUNA LIVRE Ciclo anual de conferências, debates e/ou leituras dramatizadas, sobre personalidade, obra e/ou tema apresentados por diversos nomes expressivos do meio intelectual, científico, artístico e/ou literário. Acontecem uma vez por ano em no mínimo quatro encontros. Privilegia o diálogo interdisciplinar para o enriquecimento e a compreensão do tema eleito sob diversos ângulos. 2. TRIBUNAS DE ARTE Apresentações de eventos artísticos que possam despertar e provocar a reflexão sobre temas fundamentais sobre a condição humana, pela experiência emocional que o contato com a arte proporciona. Realizadas nas áreas de cinema e teatro (seguidas de debate) e música. 2. 1. TRIBUNAS DE CINEMA Projeções de filmes, seguidas de debate. São realizados por ano oito debates de filmes selecionados dentro de um ciclo temático pré-estabelecido. 2.2. TRIBUNAS TEATRAIS Apresentações de espetáculos teatrais, selecionados dentre aqueles que no mercado se destacam pela sua qualidade artística e que possam gerar um rico debate. 2.3. TRIBUNAS MUSICAIS Apresentações de recitais ou shows de música erudita e popular. 3. TEATRO NA JUSTIÇA Desenvolvido desde 1999, o Teatro na Justiça é um projeto anterior à criação do Cultural EMERJ e, na verdade, seu precursor, pois a partir das experiências das suas duas primeiras edições independentes surgiu a idéia de um projeto de arte e cultura mais amplo para a EMERJ. O Teatro na Justiça se propõe a refletir, por meio do jogo cênico, valores de justiça. Desde 1999, tem realizado espetáculos inéditos, apresentados na Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro. A partir de 2001 o Teatro na Justiça foi incorporadoá programção do Cultural EMERJ, pela comunhão dos propósitos de cruzamento do saber jrídico com a expressão artística. Durante o período de 1999 a 2006, o projeto realizou oito espetáculos: “Testemunha da Acusação”, de Agatha Christie, (1999); “Medéia no Banco dos Réus”, julgamento de Medéia, personagem da tragédia homônima de Eurípides, (2000); “Doze Jurados e Uma Sentença”, de Reginald Rose, (2001); “O Vento Será Sua Herança”, de Jerome Lawrence e Robert E. Lee (2002); “O Caso Alma”, de Terence Rattigan (2003); “A Pane”, de Friedrich Dürrenmatt (2004), “O Processo”, de Franz Kafka (2005); e “Oréstia”, de Ésquilo, (2006). A direção dos espetáculos está, desde a sua estréia, sob responsabilidade de José Henrique, diretor teatral e professor de direção e iluminação cênica do Curso de Direção Teatral da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Com exceção do “espetáculo-julgamento”, de 2000, todos foram apresentados sob a forma de leitura-dramatizada, com a utilização de diversos recursos da linguagem cênica na sua criação (direção, iluminação, figurino e trilha sonora). Aos poucos a direção artística foi criando um código próprio e original de teatralidade para a estética dos “espetáculos-leituras”. Os cinco primeiros espetáculos do Teatro na Justiça tiveram uma característica muito especial, renomados profissionais do Direito abrilhantaram o seu palco. Estiveram presentes na composição do elenco contracenando com atores profissionais os magistrados – Cármine Antonio Savino Filho, José Carlos Barbosa Moreira, e Marcus Antonio de Souza Faver; e os advogados – Augusto Thompson, Arthur Lavigne Junior, João Luíz Duboc Pianud, João Mestieri, Jorge Vacite, Luís Roberto Barroso, Paulo César Pinheiro Carneiro, Sérgio Bermudes e Técio Lins e Silva. "A Pane", de Friedrich Dürrenmatt, sexto espetáculo do projeto, apresentado em 2004, marca o início de uma nova fase. Pela primeira vez, em cinco anos, o palco do Teatro na Justiça esteve sob inteira responsabilidade de atores de profissão. Nos personagens de "Juiz", "Advogado" e "Promotor", a presença especialíssima de uma trinca de mestres do teatro brasileiro: Henrique César, Cláudio Corrêa e Castro, e Rogério Fróes. Os juristas saíram de cena para ficar à espreita nos bastidores, pois “A Pane” marcou a presença do criminalista e teatrólogo Nilo Batista como dramaturgo que assina a adaptação dramatúrgica do conto de Dürrenmatt. Em 2005 o Teatro na Justiça se aventurou a exibir a sua própria versão de “O Processo” de Franz Kafka e apresentou sua versão dramatúrgica do clássico, sob direção e adaptação de José Henrique, com a participação especial do ator Tuca Andrada como Jose K. Em sua oitava edição, o projeto viajou ao berço da dramaturgia ocidental e apresentou em dezembro de 2006 a “Oréstia”, de Ésquilo, única trilogia do teatro grego que sobreviveu até o nosso tempo. Seu tema é exatamente a Justiça. Ao longo das três tragédias que a compõem (Agamêmnon, Coéforas e Eumênides), a primeira obra-prima do teatro mundial apresenta o processo de pacificação, pela criação de um tribunal civilizado, da espiral de assassinatos que marcou várias gerações de uma família de reis. Nessa breve história, o Teatro na Justiça conquistou um público fiel que lota a cada espetáculo os quinhentos lugares do auditório principal da EMERJ. Aguardado com expectativa, já se tornou tradição, em dezembro, nas comemorações não oficiais da Semana da Justiça, e é um dos pontos altos do encerramento da programação do Cultural EMERJ e a partir de 2005, devido ao sucesso, os espetáculos do Teatro na Justiça passaram também a abrir a programação do Cultural EMERJ, sempre seguidos de debates. 4. PUBLICAÇÕES O Cultural EMERJ organizou duas publicações: - 5 Anos de Teatro na Justiça Na comemoração dos cinco anos do Teatro na Justiça, em 2004, realizou-se na EMERJ a exposição e o lançamento do catálogo 5 Anos de Teatro na Justiça, com fotos, depoimentos dos juristas-atores, desenhos, falas de personagens, e textos dos seus criadores. - Dom Quixote - 400 Anos de Paixão Em julho de 2005, a Tribuna Livre do Cultural EMERJ organizou um ciclo em torno da obra Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, na passagem dos quatro séculos da primeira edição desse clássico.Atores, escritores, professores e juristas reuniram-se em torno dessa obra, através de leituras e conferências. Esta publicação possibilita o (re) conhecimento das conferências ministradas em Dom Quixote – 400 Anos de Paixão.

Quais os fatores de sucesso da prática?

- Apoio incondicional ao Projeto em seus primeiros anos por parte da Diretoria Geral da EMERJ e da Presidência do TJERJ; - Um forte conceito de fundamentos e clareza de objetivos que deram base à prática; - A liberdade de escolha, dada pela instituição à Coordenação do Projeto, para a seleção da programação proposta; - O apoio financeiro, nos primeiros anos, realizado pelo Banco do Brasil; - Dedicação integral da coordenadora da prática; - A alta qualidade dos programas desenvolvidos (conteúdo e execução); - A participação e o reconhecimento da qualidade do Projeto por setores importantes da academia, das artes e da literatura; - A participação assídua do público externo.

Outras Observações

- Impressões do trabalho desenvolvido pelo Cultural EMERJ, por alguns intelectuais, professores, escritores, artistas e magistrados: “Gostaria de grifar, como cidadão de fora do corpo jurídico, a importância do trabalho, desenvolvido pelo Cultural EMERJ. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e o Poder Judiciário abrem suas portas para que a comunidade venha aqui participar da discussão de temas relevantes, através da reflexão, do pensamento oriundo de intelectuais, especialistas, juristas, ou pelo exercício do pensamento por intermédio de expressões artísticas. Considero que aqui se instala um painel sobre o Brasil e o mundo nos diversos temas tratados de formas diversificadas e criativas em sua apresentação, no meu modo de ver, na casa mais adequada para se fazer esta discussão contemporânea, que é a incumbida e responsabilizada pela Justiça. Não há outro lugar mais adequado para a discussão. É motivo de honra e prazer participar desse Projeto.” (Alcione Araújo - Escritor) “Esta prática evidencia que há uma estratégia teórica e política, numa tentativa de propor uma visão transdisciplinar sobre as questões ligadas ao Direito e à Justiça. Trata-se de uma perspectiva bastante atual no que tange à forma como se encaminham a reflexão e a pesquisa na sociedade contemporânea. É uma forma pertinente de se introduzir na leitura das questões do Direito e do saber jurídico, destacar um olhar crítico que possa advir da Arte, da Filosofia, da Psicanálise, da Literatura, da Dramaturgia e da História. Parece-me que é uma perspectiva bastante avançada em termos de reflexão teórica.” (Joel Birmam - Psicanalista) “Vale a pena salientar o aspecto crítico educativo que o Cultural EMERJ engendra para uma platéia realmente impressionante de pelo menos seiscentas pessoas, no auditório da própria EMERJ, reunindo magistrados e povo.” (Modesto Carone – Escritor ) “O trabalho desenvolvido pelo Cultural EMERJ tem popularizado o nosso Tribunal pelas vias culturais, que é a forma ideal de tornar o Tribunal de Justiça um locus popular também.” (Cristina Gáulia – Desembargadora TJERJ)

Descreva resumidamente as etapas de funcionamento da prática

CRONOGRAMA ANUAL – EXEMPLO: 2007 Dezembro de 2006 - Elaboração do PAC – Projeto de Apoio Cultural Planejamento da programação do Cultural EMERJ para o próximo ano com sua respectiva previsão orçamentária, acompanhado de relatório do ano anterior, a ser submetido à aprovação da Diretoria Geral da EMERJ e da Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJERJ). JANEIRO E FEVEREIRO – Estudos, pesquisas e levantamento de dados para a elaboração da Agenda Outono – Preparação para a Agenda Outono (fazer convites aos participantes, propostas, fechar cachês e pró-labores, levantar orçamentos gráficos, preparar as peças de divulgação, elaboração de textos ) MARÇO – LANÇAMENTO DA AGENDA OUTONO DE MARÇO A MAIO – Execução da AGENDA OUTONO – Preparação da Agenda Inverno MAIO – LANÇAMENTO DA AGENDA INVERNO DE JUNHO A AGOSTO – Execução da Agenda Inverno – Preparação da Agenda Primavera AGOSTO – LANÇAMENTO DA AGENDA PRIMAVERA DE SETEMBRO A DEZEMBRO – Execução da AGENDA PRIMAVERA – Preparação do PAC – Projeto de Apoio Cultural / 2008 – Entrega de Relatórios para o TJERJ e EMERJ EXEMPLO DA AGENDA CULTURAL ANO: 2007 AGENDA OUTONO MARÇO TRIBUNA TEATRAL I Oréstia De: Ésquilo Com: Teatro na Justiça Apresentação seguida de debate Debatedores convidados: Jacyntho José Lins Brandão Professor Titular de Língua e Literatura Grega - Letras / UFMG José Henrique Moreira Diretor Teatral e Professor - Direção Teatral / ECO-UFRJ Retirada de ingressos: Público interno: de 19 a 23/3, das 12h às 18h. Público externo: 28/3, às 18h. ABRIL TRIBUNAS DE CINEMA I Ciclo Amor e Morte Medéia (Medea) (Itália - França - Alemanha - 1969 - Cor - 110min.) De: Pier Paolo Pasolini Baseado na tragédia homônima de Eurípides Com: Maria Callas Debatedora: Rachel Gazolla Professora Titular de História da Filosofia Antiga - PUC/ SP Curadoria e Mediação: Susana Schild Jornalista e Crítica de Cinema Data e Horário: 4/4, às 18h. Inscrições: março Classificação: 16 anos / Projeção em DVD CURSO LIVRE I Tragédia: Dramaturgia e Filosofia Ministrante: Carolina Araújo Professora de Filosofia - IFCS/UFRJ Dias: 2, 9, 16 e 23/4 Horário: das 18h30 às 20h30 Inscrições: março 2/4 A Oréstia 9/4 A Trilogia Tebana 16/4 A Expulsão do Poeta 23/4 A Poética Aristotélica MAIO TRIBUNAS DE CINEMA II Ciclo Amor e Morte Otelo (Othello) (EUA - 1952 - P&B - 90 min.) De: Orson Welles Baseado na tragédia homônima de William Shakespeare Com: Orson Welles como Otelo Debatedor: Pedro Sussekind Professor de Filosofia / Universidade Federal de Ouro Preto Curadoria e Mediação: Susana Schild Jornalista e Crítica de Cinema Data e Horário: 9/5, às 18h. Inscrições: abril Classificação: Livre / Projeção em DVD TRIBUNA LIVRE 80 ANOS DE ARIANO SUASSUNA Ciclo em homenagem ao dramaturgo, romancista e poeta brasileiro. PROGRAMAÇÃO 7/5 - 19h Conferência Inaugural Ariano Suassuna, o Cabreiro Tresmalhado Maria Aparecida Lopes Nogueira Pós-Doutora em Antropologia - Professora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia / Universidade Federal de Pernambuco - UFPE 8/5 -19h Espetáculo de Antonio Nóbrega Ariano Suassuna e o Romanceiro Popular Cantor, ator, mímico, músico e dançarino. 14/5 - 19h Leitura Dramatizada O Santo e A Porca Direção: João Fonseca Companhia Limite 151 Debatedor: Alcione Araújo Escritor e dramaturgo 21/5 - 19h A Pedra do Reino: Um Romance Inacabado? Conferência com Bráulio Tavares Escritor e roteirista 28/5 - 19h Auto da Compadecida Leitura Dramatizada Direção: João Falcão Com: Surto e atores convidados 29/5 - 19h Aula-Espetáculo - Ariano Suassuna AGENDA INVERNO JUNHO TRIBUNA DE CINEMA III Ciclo: “Amor e Morte” Ponto Final - Match Point (Inglaterra - 2005 - Drama - 124 min) De: Woody Allen Debatedor: Luiz Fernando Gallego Psicanalista - Sociedade Brasileira de Psicanálise - RJ Data e Horário: 5/6, às 18h Inscrições: maio Classificação: 12 anos / Projeção em DVD CURSO LIVRE II Grandes Romances do Século XX Ministrante: Marcelo Backes Escritor, tradutor e crítico literário Dias: 4, 11, 18 e 25/6 Horário: das 18h30 às 20h30 Inscrições: maio 4/6 Marcel Proust, Em Busca do Tempo Perdido (1913-1927) 11/6 James Joyce, Ulisses (1922) 18/6 Robert Musil, O Homem Sem Qualidades (1930-1943) 25/6 Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas (1956) JULHO TRIBUNA DE CINEMA IV Ciclo: “Amor e Morte” Jules e Jim (Jules et Jim) (França - 1962 - P&B -105 min.) De: François Truffaut Debatedor: Sílvia Alexim Nunes Psicanalista / EBEP Data e Horário: 3/7, às 18h Inscrições: junho Classificação: 12 anos / Projeção em DVD CURSO LIVRE – III Imagem e Texto na História da Arte Ministrante: Lena Bergstein Artista Plástica Dias: 2, 9, 16 e 23/7 Horário: 18h30 às 20h30 Inscrições: junho 2/7 As Origens da Arte e da Escrita 9/7 A Escrita e o Judaísmo. Os Livros no Livro. A Escrita e a Arte Islâmica, uma Memória Tatuada. 16/7 Século XX: A Letra e a Palavra na Pintura 23/7 A Relação entre a Arte e a Escrita das Culturas Orientais e os Movimentos Artísticos do Século XX. AGOSTO TRIBUNAS DE CINEMA V Ciclo: “Amor e Morte” O Anjo Azul (Der Blaue Engel) (Alemanha- 1930 - P&B - 100 min) De: Joseph von Sternberg Debatedor: Bráulio Tavares Escritor e roteirista Data e Horário: 7/8, às 18h Inscrições: julho Classificação: 16 anos / Projeção em DVD CURSO LIVRE – IV Poética e Estética na Modernidade Ministrante: Pedro Süssekind Professor Doutor - Filosofia / Universidade Federal de Ouro Preto Dias: 6, 13, 20 e 27/8 Horário: das 18h30 às 20h30. Inscrições: julho 6/8 - A Poética dos Gêneros 13/8 - A Estética do Efeito 20/8 - O Nascimento da Estética 27/8 - A Estética Histórica TRIBUNA TEATRAL II A Alma Imoral De: Nilton Bonder Adaptação e interpretação: Clarice Niskier Supervisão de Direção: Amir Hadad Data e Horário: 28/8, às 19h Classificação: 18 anos Retirada de ingressos: Público interno: de 20 a 24/8, das 12h às 18h. / Público externo: 28/8, às 18h. AGENDA PRIMAVERA SETEMBRO TRIBUNAS DE CINEMA VI Ciclo Amor e Morte O Matador (El Matador) (Espanha - 1986 - Cor - 110 min.) De: Pedro Almodóvar Debatedor: em processo de escolha Doutora em Teoria Psicanalítica - UFRJ Curadoria e mediação: Susana Schild Jornalista e Crítica de Cinema Data e Horário: 4/9, às 18h Inscrições: agosto Classificação: 14 anos / Projeção em DVD LIVRO ABERTO – ANO VI Encontros Literários e Leituras Encenadas Curadoria em Literatura e Mediação: Marcelo Backes Direção das Leituras: Curso de Direção Teatral da UFRJ 3/9 – Luiz Vilela 10/9 – Adélia Prado (a convidar) 17/9 – Miguel Sanches Neto (a convidar) 24/9 – Bernardo Carvalho (a convidar) Horário: 18h30 às 20h30 OUTUBRO TRIBUNAS DE CINEMA VII Ciclo Amor e Morte Toda Nudez Será Castigada (Brasil - 1973 - Cor - 107 min.) De: Arnaldo Jabour Debatedor: Luís Arthur Nunes (Diretor Teatral) Curadoria e mediação: Susana Schild Jornalista e Crítica de Cinema Data e Horário: 2/10, às 18h Inscrições: setembro Projeção em DVD Classificação: 18 anos CURSO LIVRE –V Curso: Reconhecimento, Invisibilidade Social e Mutilação Humana Ministrante: Bethânia Assy Doutora em Filosofia e Professora Direito UERJ e PUC Dias: 4, 11, 18 e 25/10 Horário: das 18h30 às 20h30. Inscrições: agosto NOVEMBRO TRIBUNAS DE CINEMA VIII Ciclo Amor e Morte Esse Obscuro Objeto do Desejo (Cet Obscur Objet du Désir) (França - Espanha - 1977 - Cor - 99 min.) De: Luis Buñuel Debatedor: Nina Saroldi Doutora em Teoria Psicanalítica - UFRJ Curadoria e mediação: Susana Schild Jornalista e Crítica de Cinema Data e Horário: 6/11, às 18h Inscrições: outubro Classificação: 14 anos / Projeção em DVD DIA DA CULTURA Programação a ser escolhida Data e Horário: 5/11, às 19h Apresentação Única Retirada de ingressos: Público interno: de 29/10 a 1º/11, das 12h às 18h. Público externo: 5/11, às 19h Apresentação Única DEZEMBRO TEATRO NA JUSTIÇA – ANO IX Peça em processo de escolha. Direção: José Henrique Tradução: Mário da Gama Kury Elenco: Teatro na Justiça Data e Horário: 12/12, às 19h Distribuição de ingressos: Público interno: de 3 a 7/12, das 12 às 18h Público externo: 12/12, às 18h

Equipamentos / Sistemas

Vide a resposta de item 3, a seguir, em que são descritas as instalações e equipamentos utilizados pelo Cultural EMERJ.

Benefícios especificos para a segurança pública

O Cultural EMERJ tem beneficiado pessoas das mais variadas faixas etárias, origens e formações, abrangendo diversos segmentos da sociedade. De março de 2001 a julho de 2007, mais de quarenta mil pessoas freqüentaram os cento e trinta e oito eventos oferecidos pelo Cultural EMERJ. Magistrados estaduais (juízes e desembargadores do TJERJ), juízes federais, outros operadores do Direito (advogados, promotores, defensores, procuradores), alunos da EMERJ, funcionários do TJERJ, estudantes das mais diversificadas faixas etárias, escolaridades e origens, professores dos ensinos médio e universitário, profissionais liberais, donas-de-casa, aposentados, e outros têm sido o público atingido pelo projeto, de uma forma ampla e democrática. A antropóloga Teresa Caldeira, em seu artigo "Medo da Cidade", estabelece o conceito de segurança a partir da relação entre os espaços público e privado: “Segurança é uma questão pública e coletiva, não privada. Porque a violência tem a ver com o estranho, o imprevisível, o desconhecido, pensa-se que possa ser controlada através de fortificações e cercamentos. Mas segurança tem a ver com a ordem pública, não com a ordem privada intramuros. A multiplicação de seguranças privadas e de todos os esforços de enclausuramento e blindagem minam a autoridade pública, a única capaz de manter a ordem e a segurança coletivas. Além disso, tornam mais explícita a desigualdade social.” Essa formulação nos permite inferir que quanto maior for o respeito pelos direitos civis, e quanto mais transparente, ético e aberto for o espaço público, maior a possibilidade de a população se sentir segura. O Poder Judiciário, por suas próprias características, é dentre os poderes da nossa república o mais distante e estranho à população. Dos três poderes que constituem o Estado Brasileiro, é o único que é composto em sua totalidade por membros que advêm de uma mesma formação, gerando pouca diversidade e heterogeneidade de pensamento. Outra característica histórica do Poder Judiciário é o encastelamento dos seus membros. Durante muitos anos o Judiciário não se preocupou em se aproximar da sociedade e, como resultado, passou a ser visto, por esta mesma sociedade, como um universo elitista e injusto, a ser temido por todos. A pouca informação e o distanciamento podem gerar o medo e o sentimento de desproteção e, também, o estigma e desrespeito do público. A idéia de proteção pública se consolida junto com outras noções fundamentais: as de democracia, liberdade e igualdade dos cidadãos. Acabar com os privilégios e ter como prática um Judiciário aberto, democrático, transparente, aberto à circulação de todos os cidadãos a despeito de suas diferenças sociais, fortalece a construção de uma nova visão que o cidadão possa vir a ter sobre esse espaço público. O Cultural EMERJ vem consolidando há sete anos um espaço no seio do Poder Judiciário, a que a população tem vindo para pensar, discutir, debater e usufruir de programas artísticos de qualidade, de forma gratuita e aberta a todos. Neste espaço, sentam-se lado a lado o magistrado, a professora, o estudante, o jornalista, a dona de casa, o ator, enfim, pessoas de todos os cantos da cidade que se reúnem dentro do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, no centro da cidade, para refletir sobre algum tema importante para a compreensão da sociedade. Coexistem nesse espaço: liberdade, heterogeneidade, e diferenças. Ainda segundo Teresa Caldeira, “A história do decréscimo da violência no mundo ocidental mostra claramente que são a expansão dos direitos individuais e o respeito aos cidadãos que efetivamente protegem as pessoas e fazem a violência decrescer.” Partindo desta idéia de segurança pública, um projeto de Arte e Cultura, preocupado em incutir valores de cidadania, do justo, do direito, por meio da arte e da reflexão, dentro do Poder Judicário, aberto à população em geral, pode ao longo de anos de trabalho realizar interferência qualitativa na sociedade e no próprio Poder Judiciário.

Explique porque sua prática é considerada pacificadora para a sociedade

O Poder Judiciário tem procurado se aproximar do cidadão. É importante que os juízes se aproximem da realidade da população, assim como é igualmente importante que essa população saiba o papel do Judiciário, a fim de lhe reconhecer eficiência e legitimidade. O Cultural EMERJ se propõe a estimular a criação de um diálogo menos formal entre o Judiciário e a Sociedade, por intermédio da Arte e da Cultura. Ao estimular o diálogo do Direito com outras áreas do Conhecimento, o Cultural EMERJ incentiva o reconhecimento e a apreensão de significados artísticos, com a finalidade de ampliar a sensibilidade e consciência diante do mundo. Essa ação traz enriquecimento cultural e humanístico à formação do magistrado e, portanto, melhores juízes e cidadãos no cumprimento de suas funções. A cultura pode amalgamar o tecido social esgarçado, posto que incute valores éticos, morais. Em crise de discernimento, a cultura tem papel decisivo.Ao estendermos nossa prática à Sociedade visamos contribuir para a inclusão social pela democratização da educação e da cultura, da partilha do saber, da disseminação dos bens relativos à pesquisa, ao conhecimento e à criação. Assim, a pacificação social será resultado, obrigatoriamente, do estabelecimento de uma relação de conhecimento e confiança entre o Judiciário e a Sociedade. Essa relação deve se fortalecer além do estrito funcionamento da Justiça, em ações como a do Cultural EMERJ, que promovem uma aproximação intensa mas informal entre o Poder e os cidadãos.

Quais as dificuldades encontradas?

- Resistência natural da Instituição de assimilar a prática como essencial à formação do magistrado e ao Poder Judiciário na construção de um Judiciário mais democrático e próximo da população; - Resistência também natural dos magistrados a participarem de uma programação cultural voltada para a sua formação; - Resistência dos próprios funcionários do TJERJ para compreender qual seria o objetivo do trabalho; - Dificuldade de encontrar funcionários dentro dos quadros do TJERJ preparados para a execução da prática, devido à necessidade de um formação especializada.

Infraestrutura

1. Fixa. Mas pode se tornar itinerante. Hoje ela se encontra fixa por falta de infra-estrutura humana e de recursos. 2. - Sala de trabalho equipada com computadores (com acesso a internet e correio eletrônico), telefones, fax, impressora; - auditórios para a apresentação dos eventos e/ou ensaios; OBS: O Cultural EMERJ realiza seus eventos nos dois auditórios da EMERJ, com capacidades diferenciadas para 80 lugares e 480 lugares; - os auditórios possuem recursos de vídeo, DVD, aparelho de som, data-show, microfones, projetor de slides, telões e equipe da EMERJ para operar os recursos; - os auditórios não possuem recursos específicos de luz e som, que, portanto, são alugados pelo Cultural EMERJ para as apresentações dos eventos de teatro e música, como também são contratados os técnicos especializados para fazer as devidas instalações e operações.

Equipe

1. A equipe é formada por quatro pessoas que executam funções diferentes na prática: Coordenação e Direção de Produção – Sílvia Monte Funcionária pública do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro desde 1991. Bacharel em Artes Cênicas, habilitação Interpretação, pela Escola de Teatro da UNIRIO (1995); Bacharel em Psicologia, pela Faculdade de Psicologia da Universidade Federal da Bahia – UFBA (1982). Idealizadora do Teatro na Justiça e do projeto cultural para a Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Cultural EMERJ), do qual é responsável pela concepção e direção de produção da programação desde a sua criação em 2001. Produção Executiva Renata Blasi / Bacharel em Produção Cultural -UFF (2002) - Terceirizada. Iniciou na equipe como estagiária em novembro de 2002 e foi contratada em março de 2003 como terceirizada, no término do seu curso. Assessoria de Comunicação – Daniel Freitas / Bacharel em Comunicação Social (Habilitação em Relações Públicas) - UERJ – Técnico Judiciário. Ingressou na equipe em junho de 2006. Secretaria – Tatiane Peres Gomes – Terceirizada / Ensino médio completo Ingressou na equipe em maio de 2006. 2. A idealizadora e diretora do Cultural EMERJ já possuía formação acadêmica na área das Ciência Humanas (Bacharel em Psicologia) e na área artística (Bacharel em Artes Cênicas) e já havia criado em 1999 o projeto Teatro na Justiça, que ainda de forma independente,em 1999 e 2001, havia apresentado dois espetáculos na EMERJ,que envolviam profissionais do Direito e artistas, atores e técnicos de teatro. Quando as atividades do Cultural EMERJ começaram, houve a necessidade de se formar uma pequena equipe para executar a prática. A procura pelas pessoas se deu dentro dos quadros dos funcionários do TJERJ e também com a contratação de estagiários e funcionários terceirizados com formação em Artes, Produção Cultural e Jornalismo. A equipe foi treinada pela própria Coordenação do Projeto, por meio de leitura de textos especializados, visitas a museus e centro culturais da cidade do Rio de Janeiro, incentivo à pesquisa de temas artísticos, ida ao teatro e discussões semanais com a Coordenação.

Outros recursos

Contamos com a infra-estrutura de alguns setores do TJERJ e da EMERJ na execução da prática. - Diretoria Geral de Planejamento e Finanças (DGPCF / TJERJ) Processa e autoriza os procedimentos relativos à utilização da verba orçamentária do PAC da Agenda Cultural da EMERJ, aprovada anualmente pela Presidência do Tribunal. - Departamento de Contratos e Atos Negociais (DECAN / TJERJ) Realiza os procedimentos necessários para a efetuação do contrato do PAC; - Divisão de Contratos (DICON / TJERJ) Realiza a verificação dos documentos necessários para a efetuação dos pagamentos; - Departamento Financeiro (DEFIN / TJERJ) Efetua os pagamentos dos trabalhos realizados pelo Cultural EMERJ. - Gabinete da EMERJ Providencia a marcação das atividades programadas pelo Cultural EMERJ nos auditórios da EMERJ; faz o pedido de carro para o transporte de professores ou artistas; providencia, junto ao TJERJ, a mala-direta dos magistrados do Tribunal e professores da EMERJ; encaminhar comunicação dos eventos da Agenda Cultural a serem publicados no Diário Oficial. - Divisão de Apoio Logístico - EMERJ Dá apoio logístico aos eventos programados pelo Cultural EMERJ e faz o encaminhamento da correspondência do Cultural EMERJ; - Divisão de Publicações – EMERJ Realizam a identidade visual e a reprodução (xérox) do material de divulgação da programação da Agenda Cultural da EMERJ quando realizadas na EMERJ. - Serviço de Áudio e Vídeo da EMERJ Dá o apoio para a operação dos aparelhos dos auditórios e registra em áudio e/ou vídeo todos os eventos do Cultural EMERJ

Parceria

Parceria No LIVRO ABERTO, projeto de Literatura, o Cultural EMERJ faz parceria desde a sua primeira edição com o Curso de Direção Teatral da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro – ECO / UFRJ, responsável pela direção das leituras dramatizadas. Serviço de Terceiros Assessoria de Imprensa – contratação de um profissional no mercado; Designer para a programação visual das peças de divulgação – contratação de um profissional no mercado; Serviços gráficos e de locação de recursos de iluminação e som para alguns eventos – contratação de empresas e técnicos especializados no mercado.

Orçamento

Ano: 2001 Eventos: 17 Público: 2.434 Orçamento: R$48.300,00 Patrocínio: EMERJ e Banco do Brasil Ano: 2002 Eventos: 26 Público: 4.036 Orçamento: R$80.000,00 Patrocínio:Banco do Brasil Ano: 2003 Eventos: 20 Público: 7.000 Orçamento: R$100.000,00 Patrocínio:Banco do Brasil Ano: 2004 Eventos: 23 Público: 9.120 Orçamento: R$250.000,00 Patrocínio:Banco do Brasil e TJERJ Ano: 2005 Eventos: 26 Público: 7.310 Orçamento: R$274.538,00 Patrocínio: TJERJ Ano: 2006 Eventos: 18 Público: 6.744 Orçamento: R$274.538,00 Patrocínio: TJERJ Ano: 2007 Eventos: 24 Público: 10.395 Orçamento: R$343.172,00 Patrocínio: TJERJ Anos: De 2001 a 2007 Eventos: 154 eventos Público: 47.039 Orçamento: R$ 1.367.541,00 Patrocínio: TJERJ e Banco do Brasil

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