Cooperativa de Arte Feminina Empreendedora da Susipe

Homenageada | Autor(es): André da Silva e CunhaCarmen Lúcia Gomes BotelhoLuciléia da Silva Santos | Categoria: Premiação Especial | Cidade: Belém - PA

Prêmio Innovare - Edição XI - 2014

Descrição resumida

A Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará(Susipe) lançou em fevereiro de 2014 a Cooperativa de Arte Feminina Empreendedora (Cooafe). De acordo com a Organização das Cooperativas Brasileiras, a Cooaf é a primeira cooperativa do país a ser formada exclusivamente por mulheres presas. A Cooafe foi criada através de uma portaria interministerial do Governo Federal que, instituiu, em janeiro deste ano, a Política Nacional de Atenção às Mulheres em Situação de Privação de Liberdade e Egressas do Sistema Prisional do país. O projeto garante o acesso ao trabalho para internas com o desenvolvimento de ações que incluam a formação, entre outras, de redes cooperativas e a economia solidária. No total, 50 internas participam da Cooafe.

Há quanto tempo a prática está em funcionamento?

As internas dos regimes fechado e semiaberto trabalham diariamente na produção de artesanatos, como pelúcias, crochê, vassouras ecológicas, sandálias e bijuterias, entre outros produtos, desde fevereiro de 2014. A comercialização dos produtos acontece em feiras de artesanato de praças públicas de Belém e Ananindeua, a partir de parcerias firmadas entre a Susipe e as prefeituras municipais para o escoamento da produção.

Qual a principal inovação da sua prática?

De acordo com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Cooafe é a primeira cooperativa do Brasil formada exclusivamente pro mulheres presas. A ideia é que outras unidades prisionais do país possam seguir o mesmo exemplo, com base na Política Nacional de Atenção às Mulheres em Situação de Privação de Liberdade e Egressas do Sistema Prisional do país implementada pelo Governo Federal.

Explique o processo de implementação da prática

As internas do regime fechado trabalham na produção das peças, e as internas do regime semiaberto atuam na comercialização dos produtos nas praças públicas de Belém e Ananindeua. Como se trata de uma cooperativa, os ganhos são divididos entre todas as internas que também são responsáveis pelo investimento para a fabricação de novos produtos.

Quais os fatores de sucesso da prática?

Além das internas receberem capacitação profissional para atuarem no mercado de trabalho, elas também conseguem garantir renda própria para ajudar nas suas despesas e de suas famílias. Com o trabalho, a Susipe espera diminuir os índices de reincidência no Estado do Pará.

Descreva resumidamente as etapas de funcionamento da prática

As internas produzem as peças dentro da própria unidade prisional e comercializam em barracas de feiras de artesanato de praças públicas disponibilizadas pelas Prefeituras de Belém e Ananindeua.

Quais as dificuldades encontradas?

A principal dificuldade encontrada foi o investimento inicial (recursos financeiros) para a produção das peças.

Infraestrutura

O investimento inicial foi feito com recursos próprios da diretora do Centro de Reeducação Feminino de Ananindeua, a advogada Carmen Botelho e do superintendente do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe), Tenente Coronel André Luiz da Silva e Cunha. A ideia é que com o andamento das vendas, a Cooperativa se torne auto sustentável.

Equipe

André Luiz da Silva e Cunha (superintendente da Susipe) Carmen Lúcia Gomes Botelho (diretora do CRF de Ananindeua) Luciléia da Silva Santos (pedagoga) Ieda Maria Ramos Vieira (presidente da Cooafe) internas cooperadas

Outros recursos

Não há outros recursos envolvidos na prática.

Parceria

Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Pará (Sescoop-PA) Organização de Cooperativas Brasileiras (OCB) Prefeitura Municipal de Belém Prefeitura Municipal de Ananindeua Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJE-Pa)

Equipamentos/sistemas

- máquinas de costura; - máquina de produção de vassouras ecológicas.

Orçamento

Orçamento inicial de R$ 3.500 (três mil e quinhentos reais)

Explique como sua prática contribui para o aperfeiçoamento da Justiça

A Justiça brasileira vem investindo cada vez mais no processo de reinserção social de detentos no país, através do trabalho. O Programa Começar de Novo, do CNJ, é um dos melhores exemplos. As internas que participam da Cooafe receberam capacitação técnica oferecida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Pará (Sescoop-PA). Para o juiz titular da 1ª Vara de Execução Penal de Belém e também coordenador do projeto Começar de Novo, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Cláudio Henrique Lopes Rendeiro, as cooperativas atuam de forma positiva nas comunidades, gerando trabalho, renda e promoção social. “Trazer o cooperativismo para o ambiente carcerário é fabuloso, principalmente pela dificuldade que temos na empregabilidade de pessoas presas e egressas do sistema carcerário. O projeto tem tudo para dar certo. É um belo exemplo de reinserção social para o Brasil”, destaca o juiz.

Explique como sua prática contribui para o melhor funcionamento do sistema penitenciário, tornando-o mais justo e eficaz?

“A Coopafe possibilitará um novo futuro para essas mulheres, através do trabalho. Com a capacitação técnica oferecida pelo Sescoop-PA, o incentivo das prefeituras municipais de Belém e Ananindeua e o apoio do Judiciário, sem dúvida, a Cooafe será um modelo para todo o Brasil na reinserção social de internas, como verdadeiros exemplos de mulheres empreendedoras”, avalia André Cunha, superintendente da Susipe.

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